quarta-feira, 11 de março de 2009

Assumo: ando sem muita paciência !

Sinto que essa minha falta de paciência, não se dá com as pessoas, mas sim, com as situações, com as que não se alteram, com os melindres, com o narcisismo.
“A vida é simples, nós é que complicamos”, parece uma daquelas frases das gotas de pinho Alabarda, só que essa mania de complicar as coisas, acontece todos os dias em nossas vidas.

Por exemplo, o amor, a grande maioria dos mortais, sonha com o dia em que encontrarão a “pessoa certa”. Perdemos uma grande parte da adolescência, e até da fase adulta, à procura da “outra parte da laranja” (arghh!) e quando sentimos, que esse encontro com o “nosso complemento” (arghhhh de novo!) não ocorrerá dentro do prazo estipulado, e que sempre é o mais breve possível, imediatamente entramos em pânico, reclamamos da vida, choramos, alugamos os ouvidos dos amigos, perdemos noites de sono, porém, sempre existe um porém, inúmeras vezes omitimos esse sentimento totalmente ou parcialmente. Não há entrega porque temos medo, fazemos questão de ignorar que a probabilidade é de cinquenta por cento de possibilidade de sermos correspondidos, e outros cinquenta por cento de sermos rejeitados, mas não, preferimos esquecer a matemática, que é uma ciência exata, para ficarmos sofrendo, como se não houvesse cinquenta por cento de possibilidade de sermos amados pelo nosso “objeto” de desejo.
Preferimos a dor ao amor, e quase sempre, estamos tão preocupados com o amanhã, que deixamos de viver o hoje, sem perceber que o hoje, nada mais é, do que o amanhã de ontem !
“Na boa”, estou sem paciência para isso, m
as, como uma das minhas metas, é trabalhar as minhas dificuldades, percebi que para a falta de paciência, compaixão, só ela é capaz de abrandar qualquer coração, e assim, simplificar a vida, porque como dizia o poeta...
“Onde você vê um obstáculo,
Alguém vê o término da viagem
e o outro vê uma chance de crescer.
Onde você vê um motivo pra se irritar,
Alguém vê a tragédia total
e o outro vê uma prova para sua paciência.
Onde você vê a morte,
Alguém vê o fim
E o outro vê o começo de uma nova etapa...
Onde você vê a fortuna,
Alguém vê a riqueza material
E o outro pode encontrar por trás de tudo, a dor e a miséria total.
Onde você vê a teimosia,
Alguém vê a ignorância,
Um outro compreende as limitações do companheiro, percebendo que cada qual caminha em seu próprio passo.
E que é inútil querer apressar o passo do outro,
a não ser que ele deseje isso.
Cada qual vê o que quer, pode ou consegue enxergar.
"Porque eu sou do tamanho do que vejo.
E não do tamanho da minha altura." (Fernando Pessoa)
Namastê

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