sábado, 28 de fevereiro de 2009

Mãe, adivinha que música é essa, lálálálálálálálá...

Um dos grandes dilemas da vida, é a nossa realização profissional. Dedicamos a ela uma grande parte da nossa existência, e queremos ser felizes, no entanto, não é isso que percebo entre meus amigos, e comigo mesma. O trabalho angustia, deprime, e algumas vezes adoece física e psicologicamente.
É muito triste perceber que esse tipo de comportamento não ocorre apenas em pessoas que chegaram naquela fase da vida, que questionam seus sentimentos, atitudes, que repensam a sua existência. Vejo isso acontecer com jovens, eles já sofrem de "profissionalite aguda"!

Isso me preocupa, e me faz lembrar de algo que li, ou ouvi em algum lugar, uma teoria que dizia que a nossa verdadeira vocação está diretamente ligada às nossas brincadeiras da infância.
Então, pare e pergunte: Que tipo de brincadeira me dava prazer, felicidade, e que nunca me cansava de brincar ? Se a resposta for brincar de detetive, médico, professora, ou qualquer outra coisa, você acabou de descobrir o seu talento na vida !
Eu, adorava cantar, cantava o dia todo na varanda de casa. Lembro-me muito bem, que todos os dias antes de dormir, ficava deitada na cama, e gritava para minha mãe: “Mãe, adivinha que música é essa...”, e começava num “lálálálálá” infinito, e só parava sob a ameaça de algumas palmadas.

Ah, eu dançava também, claro, uma artista completa!
Houve um tempo que cortava cabelos de bonecas, fazia roupinhas e aplicava injeções, colocava um alfinete em seringas descartáveis e cuidava dos meus bichinhos de pelúcia, e às vezes, devo admitir, das minhas bonecas também, mas com a única finalidade de tratar de alguma enfermidade, de vê-los bem, cheios de saúde e alegria!
Mais tarde, comecei a ler e escrever, adorava livros e histórias, e até hoje isso me encanta!
Cantar, ainda canto, dançar, danço menos do que queria, aplicar injeções, cortar cabelos ou fazer roupas, nunca mais!

Ler e escrever ainda fazem parte da minha vida como naqueles tempos, e adoro com a mesma empolgação e dedicação.
Acho que nasci para as artes e espetáculos, agora entendo o porque de tanto sofrimento, só não sei como reverter essa situação, acho que isso vai exigir de mim, mais ação do que reflexão, afinal, já perdi muito tempo pensando, pensando, pensando, então vamos lá, mãos à obra, e que Deus ilumine minha caminhada!

Namastê

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